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O valor social do futebol

| Em Interessantes |

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Que o futebol é o principal esporte praticado no Brasil e em boa parte dos países de todo o mundo isso não é novidade alguma, mas agora venho no intuito de compartilhar algo que talvez poucos pararam pra pensar e analisar.

Até onde refletem as ações que os jogadores de futebol têm em campo e longe deles, principalmente em suas entrevistas e comemorações de gols?

Devemos lembrar que praticamente todas as pessoas, de todas as idades, ao menos em nosso país, assistem, acompanham e até jogam futebol. Dessa forma, tudo aquilo que os jogadores “profissionais” fazem acaba influenciando no comportamento das pessoas, especialmente das crianças, que nessa fase da vida precisam de ídolos que inspirem seu talento.

Assim, quando um jogador comemora o gol fazendo poses e gestos desrespeitosos para com os companheiros da outra equipe, acabamos aceitando ser natural fazer isso, e as crianças repetem. Quando um “Robinho” fica fazendo um monte de gracinha dentro de campo, as quais muitas vezes não tem objetivo nenhum, apenas mostrar que ele sabe fazer malabarismo e humilhar o marcador, também está ensinando as pessoas a se aproveitarem de uma ou outra vantagem que tem e não há problema algum em se exibir e desrespeitar os outros – não que não seja bonito lances de habilidade, tanto que estou gostando muito do Neimar, assim como gosto de muitos outros, a diferença é a objetividade, o que o Robinho não demonstrou até agora.

Não pode ser normal um jogador de futebol ir para um time, mudar a cor das tranças do cabelo para a correspondente, um mês depois ele vai pra outro, muda a cor de novo, daí o negócio frustra e ele acaba indo para outro time, e ele muda novamente a merda da trança de cabelo – acho que ficou bem claro sobre quem eu falo, certo? Se não, eis o “Vagner Love”, atleta profissional atualmente no Flamengo…

“Atleta”… “profissional” … hum, essas designações ficaram perdidas junto com o amor e o respeito aos times e companheiros de esporte. Um bando de folgado que foge dos treinos e não dá a mínima para a opinião pública. Que profissionalismo é esse? O Boris Casoy com toda a certeza do mundo tem um salário infinitamente inferior a estes jogadores, e por dizer algumas palavras infelizes foi crucificado, enquanto esses malditos ae, cheios da grana, “cagam e andam” pouco se importam para todo mundo, e voltam a jogar na seleção e a ser os ídolos da Rede Globo. Tudo bem, o Boris é um profissional de opinião, mas não podemos nos limitar apenas a isso, pois se não, jogador é jogador e pode fazer o que quiser, porque ele só joga bola. Erro e hipocrisia da gente, porque encarar naturalmente essa putaria do futebol é dizer às crianças: olhem, aprendam e sejam livres pra fazer. Só não vê quem não quer.

E não adianta dizer que isso não é verdade, pois moro em um condomínio que conta com 1024 aptos., não é conjunto habitacional – também não é nada demais -, mas enfim, vejo SEMPRE nas quadras de futebol um monte de pivete achando que é alguém importante, fazendo as mesmas merdas de graças que os lixos profissionais fazem, e usando as mesmas porcarias de roupas “de marca” que os “atletas” usam nas entrevistas e programas de esporte. Boné feio, corrente gigante pra fora da camisa, brinco de mulher e cabelo ridículo. E não é só aqui, vejo em muitos outros lugares a cena se repetindo. Sinceramente, isso me deixa muito irritado. A educação está sendo jogada pra escanteio.

A verdade é que num país onde se investe tão pouco em educação, jogar futebol é a melhor saída para esse bando de preguiçosos e imbecis ganharem dinheiro e fazerem sucesso.

Toda profissão que se preze é amparada e limitada por um código de ética e conduta, o qual estabelece como deve ser o comportamento de um profissional dessa área, visto que sua importância para a sociedade é muito grande e ele não pode ser um problema para a mesma. Faço Direito, temos o código de ética da OAB, nunca vi nenhum código das outras profissões, mas sei que existe e sei que todos têm a mesma finalidade, a qual já foi citada.

Por que não inserir um código de ética para os jogadores de futebol? Afinal, eles são pessoas de exposição máxima, são ídolos, inspiram crianças e adolescentes! A verdade é que não há limite para os “atletas”, e como muitos deles mal estudaram e provavelmente nem tiveram amparo familiar, possuem uma péssima educação e acham que em todo lugar pode ser feita a farra que faziam em seus barracos ou em suas casas normais – para não parecer que acho que só pobre faz merda – (agora em suas mansões).

Além disso, se jogador realmente se preocupasse com as pessoas, todos os que vieram de origem humilde – principalmente estes, não excluindo os que não vieram – ajudariam os demais da comunidade, pois sabemos que boa parte dos melhores jogadores vieram de favelas ou regiões carentes. Só com uma pequena parcela do dinheiro deles já seria possível estruturar os lugares esquecidos pelo Poder Público. Poucos são os que têm essa atitude, e quando tem, o resultado é super positivo. Não gosta de estudar, não quer construir escola? Então faça um campo de futebol mesmo, coloque um treinador educador; nada é mais eficiente do que a paixão por algo para afastar as pessoas dos caminhos perversos.

Acredito ter analisado os principais pontos deste assunto,  termino por aqui para não esgotar sua paciência e para evitar qualquer equívoco, se é que já não cometi algum. Obrigado.

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Comentários (2)

É nítido que o salário dos jogadores é um absurdo se comparado com qualquer outra profissão de respeito. Ganham mais até que os políticos salafrários que roubam a todo momento…

Sobre fazer lances de efeito no jogo, creio que muitas vezes o torcedor da torcida adversária é que fica puto e entende como lance sem objetivos, claro que as vezes escapa uma firula numa hora em que não precisava, mas o torcedor gosta e isso deixa o esporte mais interessante ainda, acho que o Robinho faz suas graças sempre com objetividade (opinião é opinião). Humilhar mesmo é fazer o que o Edilson, quando jogava no Corinthians, fez ao tentar fazer balãozinho no meio do jogo da final do paulistão contra o Palmeiras em 1999, fazendo com que o campo virasse um ring.

É complicado ver esses caras que são considerados “ídolos”, fazerem merda e dar o mal exemplo para a criançada, não só no futebol mas em diversas outras áreas. Enfim…

@Adriano

Sim, concordo que o Edilson realmente fez aquilo pra arrumar confusão. Não dá pra apoiar uma decisão daquelas, por mais corinthiano que eu seja. ehAUHeuaHUEE.

É que eu não gosto do Robinho jogando bola, muitas vezes ele é objetivo, busca jogo, mas sinto que em boa parte do tempo, ao menos na primeira vez no Brasil, ele queria fazer promoção pessoal humilhando os outros jogadores. Os canais de TV elevavam ele à categoria de Pelé e ele ficou muito rico.

Pra mim, o fracasso dele no exterior deixou claro que não adianta só impressionar a torcida, tem que jogar bola mesmo. Mas daí é melhor parar por aqui, o principal que quis passar no post é a influência que o futebol tem.

Não gosto dele e não gosto do Vagner Love, por isso usei eles como exemplo para as críticas, mas quem tiver em mente um outro jogador semelhante, também perceberá o quanto ele reflete para as pessoas. Como você disse, o próprio Edilson refletiu negativamente para os demais.

Aqui nasce uma boa observação: para quem torce pro time do jogador, não há essa coisa negativa – em regra -, mas para o restante, isso é super aparente.

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